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Matéria - Lambari

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Sonho de grandeza

Texto e fotografia (exceto as creditadas): Marcelo JB Resende. Reprodução proibida.



A história de Lambari começa com a criação do arraial de São Cipriano (1737), atual cidade de Campanha. A fundação do lugarejo, nas margens do Caminho Velho do ouro, tinha como principal objetivo fiscalizar o trânsito de metais e pedras preciosas encontradas. O rápido desenvolvimento fez com que fossem surgindo outros arraiais no seu entorno. Desses núcleos descendem hoje cidades como Lambari, Pouso Alegre e Três Corações.




Em carta ao governador da província de Minas Gerais o fundador do arraial de São Cipriano, ouvidor Cipriano José da Rocha, relata a confecção de uma estrada até o leito de um rio chamado Lambari. O nome pegou... Já em 1750, documentos registram uma vasta área chamada de Lambari, que começaria a se transformar 30 anos depois. Nesse ano, não se sabe exatamente por quem, foram descobertas nascentes que vertiam com aparência de "violenta fervura". A repercussão foi imediata, afinal águas tão especiais só tinham sido encontradas até então nos Estados da Bahia e de Goiás. As qualidades milagrosas batizaram o lugar: águas Virtuosas.

 

A fama se espalhou e chegou até à Corte do Rio de Janeiro. A assiduidade dos viajantes e a publicação dos primeiros estudos sobre as propriedades das fontes forçaram a desapropriação de parte da fazenda onde estavam localizadas (1832). Personalidades como o médico inglês Thomaz Cockrane, o regente Pe. Diogo Antônio Feijó e o Dr. José Xavier Lopes de Araújo contribuíram para o desenvolvimento do vilarejo que começava a se desenhar.



Parque das Águas.

A partir da segunda metade do século XIX aumentou em muito o movimento de pessoas que procuravam tratamento. Gentio da Corte e das províncias do Rio de Janeiro e São Paulo compartilhavam suas esperanças de cura com a população humilde, que vinha dos povoados vizinhos e lugares distantes. Em 1868 o balneário contava com razoável estrutura e receberia visitantes ilustres: Conde D'Eu e Princesa Isabel. Durante quase três meses eles estiveram na região, de onde acompanhavam os acontecimentos da Guerra do Paraguai. Tal visita deu impulso aos novos projetos de desenvolvimento. Já em 1883 chegava à freguesia a primeira locomotiva da estrada de ferro ligando Minas Gerais e Rio de Janeiro, facilitando o acesso até então feito no lombo de cavalos. Dois hotéis funcionavam no local. Uma grande e nova fase havia começado.


Dentre todos os que chegavam à freguesia, alguns homens, com sonhos de grandeza, ficaram e mudaram para sempre a história do balneário. Os doutores Gastão Stockler e Américo Werneck foram dois destes homens. Stockler era médico formado no Rio de Janeiro e desempenhou importante papel na conclusão do balneário (1885) e na divulgação das qualidades das águas. Pouco tempo depois chegaria o Dr. Américo Werneck, engenheiro e jornalista, que se tornou o primeiro prefeito da nova cidade, criada em1901. Juntos formaram, com outros importantes nomes da comunidade, um influente grupo político. A participação desse grupo nas esferas do poder estadual facilitou a concretização de medidas há muito ansiadas pela população (energia elétrica, saneamento básico, abertura de ruas, além das benfeitorias na Parque das águas...).


Lambari, como a cidade foi rebatizada, ganhou o status de um dos principais destinos turísticos de Minas e do Brasil. Viveu seus tempos de glória na primeira metade do século XX, quando recebeu personalidades ilustres e influentes. A inauguração do Cassino marcou esta época e permanece na memória e na imaginação de seus moradores. Deixou lembranças que agora precisam ser resgatadas pelo turismo, fazendo com que os sonhos de grandeza voltem a virar realidade.



Vista do centro de Lambari.


Parque Estadual Nova Baden.


Lago Guanabara.


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