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Matéria - Mariana

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Mariana e seus arredores...

Texto e fotografia: Marcelo JB Resende. REPRODUÇÃO PROIBIDA.



À medida que o metal amarelo era encontrado, muitos núcleos povoados surgiam às margens de rios, ribeirões e depois nas encostas. Corria o início do século XVIII.




Os bandeirantes pululavam por toda a região aurífera, lançando as bases das atuais cidades mineiras. Tempos difíceis aqueles. Uma terra virgem, sem o mínimo conforto, onde tudo tinha que começar do zero. Por fé e também - por que não? - por falta do que fazer, ergueram igrejas. As missas foram durante muito tempo o principal acontecimento social dos mineiros. Seguiam-se as festas religiosas e demais rituais litúrgicos. Os templos pareciam brotar do chão, faziam-se presentes em todo e qualquer povoado que surgia. A arquitetura em Minas dava seus primeiros passos. De tosca foi tomando contornos mais sofisticados e únicos.



Gruta da Lapa - distrito de Antônio Pereira, que pertence a Ouro Preto.

No entorno do arraial do Ribeirão do Carmo nasceram outros povoados, atuais distritos de Mariana. Por muito tempo esquecidos, hoje estão sendo redescobertos. Escondem verdadeiras jóias arquitetônicas, tão importantes quanto as encontradas em cidades coloniais já consagradas. Sem eles a história de Minas é contada apenas pela metade. Pequenos e relativamente parados no tempo, dão uma idéia mais próxima de como eram os antigos arraiais. Podemos destacar os distritos de Ribeirão do Carmo, Camargos, Santa Rita Durão, Cachoeira do Brumado, Cláudio Manoel, Monsenhor Horta, Padre Viegas, Passagem de Mariana e Furquim.

 

Atração imperdível é a Mina da Passagem, em Passagem de Mariana, localizada a cinco quilômetros da cidade. é uma das pouquíssimas minas de ouro abertas à visitação no Brasil, guardando segredos e mistérios que encantam a todos. A descida para as galerias subterrâneas se faz através de um trolley, num percurso de 315 metros, chegando a 120 metros de profundidade, onde se vê um maravilhoso lago natural. No interior da mina a temperatura é estável, entre 17 e 20 graus centígrados em qualquer época do ano. Suas galerias têm cerca de 30 quilômetros de extensão, ligando subterraneamente Ouro Preto e Mariana. Desde sua fundação - início do século XIX - até 1984, foram retiradas aproximadamente 35 toneladas de ouro. Não é preciso muito esforço para recriar na imaginação o bater ruidoso das picaretas, o vozerio dos mineiros e o explodir de pólvora no seu interior.


Na Rodovia dos Inconfidentes, caminho para Ponte Nova, existe um roteiro por vários distritos. Cachoeira do Brumado, além da queda d'água, oferece um artesanato cada vez mais conhecido pela qualidade de seus produtos. Monsenhor Horta e Furquim têm as igrejas de São Caetano e Bom Jesus do Monte, respectivamente, ambas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A de Bom Jesus do Monte tem em frente um Marco de Posse Português raríssimo. Em direção a Santa Bárbara estão outros distritos importantes. Camargos possui o que alguns historiadores alegam ser a primeira igreja construída em Minas. Antônio Pereira tem as ruínas da igreja Nossa Senhora da Conceição, destruída por um incêndio, e a Gruta da Lapa. Embora pertença a Ouro Preto, Antônio Pereira é mais próximo de Mariana.

 

Mariana está inserida no Circuito do Ouro e compõe um dos mais magníficos conjuntos barrocos do mundo. As raízes de Minas foram definitivamente fincadas nesta cidade. Não é à toa que tem nome de moça bonita, daquelas que maravilham os olhos de seus apreciadores.



Cachoeira do Brumado - distrito de mesmo nome.


Igreja de São Caetano - distrito de Monsenhor Horta.


Igreja de Santa Teresa - distrito de Ribeirão do Carmo.


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