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Matéria - Parque Estadual do Rio Doce

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Texto e fotos: Marcelo JB Resende. REPRODUÇÃO PROIBIDA.



Apesar de sua imensa área, apenas 3% do parque estão abertos à visitação, restritos basicamente a uma faixa de sete quilômetros que vai da portaria principal (porção sudoeste) até à extremidade de uma pequena península da lagoa Dom Helvécio, local conhecido como prainha.




É nesta faixa que estão concentradas a principais atrações: prainha, ancoradouros, mirante, camping, restaurante, Memorial Dom Helvécio, Centro de Informação e Educação Ambiental (CIEA), viveiro de mudas e as pequenas trilhas dos Pescadores, das Crianças, Vinhático e Angico Vermelho. Além disso, o visitante deve obedecer a uma série de regras inerentes a uma unidade de conservação. A caça é proibida e nem mesmo o porte de facão é permitido. Animais domésticos não podem entrar. O PERD talvez seja o único parque de Minas a ter um pelotão da polícia militar ambiental dentro de seus limites. Vistorias por amostragem são feitas nos veículos que entram e saem da unidade. Ações constantes de fiscalização visam coibir as permanentes ameaças, como a caça e pesca ilegais, os incêndios e o desmatamento.



Prainha Dom Helvécio.

Toda esta preocupação tem razão de existir: em 1967, por exemplo, um grande incêndio destruiu 1/3 da vegetação e matou 11 pessoas.As restrições não chegam a ser um problema e são compensadas pela excelente infraestrutura à disposição dos turistas que chegam constantemente à unidade de conservação, colocando-a entre as mais visitadas de Minas. Uma estrada calçada leva o turista às principais atrações abertas, contudo não há transporte interno. O passeio começa pelo CIEA, onde pode-se assistir a uma apresentação sobre o parque e visitar uma exposição interativa. A exposição é imperdível, principalmente para as crianças, que podem conhecer mais sobre as plantas e suas sementes, sobre a fauna, ouvir o som dos principais animais... Uma moderna maquete, com recursos de som e vídeo, retrata a dimensão do parque e ilustra suas principais atrações.

 

Grupos especiais (escolas e empresas, por exemplo) devem agendar suas visitas com antecedência. No CIEA também há um mirante, com vista privilegiada para o cartão-postal do Parque Estadual do Rio Doce: a lagoa Dom Helvécio ou “do Bispo”. Lá também podem ser combinadas caminhadas pelas trilhas leves do Vinhático e Angico Vermelho e uma visita ao viveiro de mudas nativas, exóticas e medicinais. Estes programas são guiados. Aluguel de barco, com ou sem condutor, é feito no restaurante, que fica entre a prainha e o camping. Restaurante, aliás, que possui uma simples, mas excelente comida. O parque reserva um enorme potencial para o turismo e novas alternativas de uso público têm sido estudadas, mas dependem de uma análise profunda a fim de causar o menor impacto possível à natureza. Neste contexto surgem novas opções de lazer, em pontos variados e afastados da portaria principal do parque, como a trilha da Lagoa Juquita e a trilha da Campolina.


A trilha da Lagoa Juquita, na porção centro-norte, ilustra bem a preocupação do parque em se integrar e fazer parte da vida das comunidades vizinhas, através de ações de incentivo (compra de chapéus de palha artesanal para os guarda-parques, por exemplo), educação ambiental, conservação da água e a formação das brigadas de combate a incêndio. Guias locais, do bairro Macuco (Timóteo), foram devidamente treinados e são remunerados pelos próprios turistas interessados em conhecer a lagoa do Juquita. Já a trilha da Campolina (porção leste) atrai pesquisadores e estudantes, por proporcionar um contato singular com a mata atlântica em seu clímax, onde verificam-se árvores majestosas como o jequitibá, a bicuíba e as sapucaias. Tem 1,5 quilômetro de extensão e termina nas margens do rio Doce. As visitas por esta trilha são guiadas e podem ser combinadas na portaria do parque ou no posto de fiscalização chamado Salão Dourado, localizado na MG425, rodovia de terra que cruza o parque de leste a oeste.



Área de camping.


Centro de visitantes.


Chalés.


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