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Matéria - Parque Estadual do Rio Preto

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Diamante do Cerrado.

Texto e fotos: Marcelo JB Resende. REPRODUÇÃO PROIBIDA.



Onde termina a sina cruel do ouro e dos diamantes, começa um paraíso. No marco final da Estrada Real, no município de São Gonçalo do Rio Preto, está um dos parques mais recônditos de Minas Gerais. Entre as montanhas de uma porção muito especial da Serra do Espinhaço, o rio Preto desenha um cenário de sonhos, repleto de corredeiras, cachoeiras, mirantes, praias, remansos, cânions, piscinas naturais, além de fauna e flora primorosas, representantes autênticas do Cerrado brasileiro. Neste lugar de vastidões desabitadas, o turista de repente é tomado por uma sensação muito real: a de que o paraíso pode sim, ser só dele.




O  Parque Estadual do Rio Preto (PERP) é uma preciosidade a mais na formidável cordilheira denominada Serra do Espinhaço (a única do Brasil), que se estende por 1.200 quilômetros, começando na Serra de Ouro Branco (região central de Minas) e seguindo até o extremo norte da Bahia. Divide três importantíssimas bacias hidrográficas do Brasil: a do rio São Francisco (a oeste) e as do rio Doce e do rio Jequitinhonha (a leste). Abriga uma rica biodiversidade (elevado grau de endemismo de vertebrados e plantas), por este motivo considerado Reserva Mundial da Biosfera. Foi com o objetivo precípuo de preservação das nascentes do rio Preto e de diversos córregos, como o das Éguas, que surge o parque em 1994. As águas escuras destes formidáveis afloramentos, antes de se somarem às do Jequitinhonha, formam belas cachoeiras, como a do Crioulo e a Sempre-Viva, além de incontáveis praias e remansos, em paisagens abertas que mais parecem desenhadas à mão... Espaço e liberdade são sentimentos constantes. 



Poço do Veado.

Visitar esta unidade de conservação, que ocupa uma área de 12.185 hectares, também proporciona uma imersão autêntica no bioma Cerrado, um dos mais ameaçados do Brasil. As trilhas permitem um contato direto com os campos limpos (desprovidos de vegetação lenhosa) e rupestres, além das formações savânicas e pequenas áreas de mata mais densa, geralmente nas margens dos rios. 


Embora ainda pouco conhecido, o Parque Estadual do Rio Preto possui uma das melhores infraestruturas de Minas Gerais. Dispõe de portaria com vigilância, auditório para 70 pessoas, sala de exposições, estacionamento... Conta ainda com restaurante, 12 alojamentos (para até 52 pessoas), área de camping (até 25 barracas), banheiros amplos e quiosques de alimentação e convivência (com energia elétrica, pia e churrasqueira). A menos de 100 metros do alojamento está a Prainha, para muitos o primeiro contato com o belo e charmoso rio Preto. Há atrações para todos os gostos e disposição, de caminhadas curtas, com pouco mais de 10 minutos, às que duram dias (como a travessia para o Pico do Itambé, no parque estadual vizinho).

 

Monitores e guias se revezam e acompanham os grupos pelas trilhas que levam aos pontos mais surpreendentes do parque, como a que segue o córrego das Éguas (Trilha das Cachoeiras).O ápice é a Cachoeira do Crioulo, com sua imensa piscina natural de águas escuras, contrastando com a praia de areia inacreditavelmente branca e fina. Talvez seja esta a imagem mais emblemática deste surpreendente destino de Minas Gerais, aquela que todo turista leva para nunca mais esquecer.



Cachoeira do Crioulo.


Rio Preto.


Centro de visitantes.


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