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Matéria - Tiradentes

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De encher os olhos...

Texto e fotografia: Marcelo JB Resende. REPRODUÇÃO PROIBIDA.



Tiradentes oferece um ótimo circuito histórico que deve ser feito, preferivelmente, a pé. A cidade é pequena e os pontos turísticos são próximos uns dos outros. Além do mais a qualidade do calçamento não é muito boa. Por estes e outros motivos entre no espírito do lugar e tente fazer uma viagem no tempo. Passeie a pé ou cavalgando. Não será uma tarefa difícil!




Igrejas, capelas e o casario antigo compõem o circuito principal, que parte sempre do Largo das Forras, o grande ponto de encontro e centro nervoso da cidade. Na praça do Largo existem charretes com guias que circulam pelos principais pontos turísticos. Partindo pela rua Direita em direção ao Largo do Sol atingimos a Igreja de São João Evangelista e Museu Padre Toledo. O padre participou do movimento da Inconfidência e sua casa serviu a muitas reuniões do grupo que lutou pela independência do Brasil. De lá vale à pena conhecer a Casa da Cultura, onde são encontrados microfilmes de documentos históricos, ensaios de Portinari, originais do pintor Guignard, poema assinado pelo mineiro Carlos Drummond de Andrade, entre outras atrações.


A Matriz de Santo Antônio é o ponto alto do passeio. O escultor Aleijadinho é autor do risco da fachada e a igreja é a segunda do Brasil em quantidade de ouro (quase 500 Kg), perdendo apenas para a de São Francisco de Assis, em Salvador, na Bahia. Subindo pela rua da Santíssima Trindade chega-se ao Santuário de mesmo nome. Ali o alferes Tiradentes rezava e se inspirou no símbolo da Santíssima Trindade (o triângulo), da qual era devoto, para confeccionar a bandeira da nova Nação. Esta bandeira simboliza atualmente o Estado de Minas Gerais.



Altar Mor da matriz de Santo Antônio.

O Chafariz São José é outra preciosidade barroca. Construído em 1749 para abastecer de água a cidade, servir para lavagem de roupas e dar de beber aos animais. é considerado o mais belo de Minas e o único que possui oratório (imagem de São José de Botas). Logo atrás do chafariz, o Bosque da Mãe D’água convida para um belo percurso junto ao aqueduto em pedra construído pelos escravos. Voltando à rua Direita chegamos à Igreja do Rosário e ao antigo prédio da Cadeia Pública, onde funciona o Museu Tancredo Neves, com exposição de Arte Sacra. Não deixe de subir até o alto do São Francisco, de onde se tem a melhor panorâmica da cidade e seu conjunto barroco. Vale conhecer também o Largo e igreja das Mercês, a capela de Santo Antônio do Canjica e a capela do Jesus Agonizante (ou Bom Jesus da Pobreza), esta última no Largo das Forras.


Outro passeio imperdível é o trajeto de 12 Km até São João Del’Rei. A viagem é feita numa Maria Fumaça, locomotiva construída nos Estados Unidos no início do século XX. Além de belas paisagens, emolduradas pela Serra de São José, andar de Maria Fumaça é reviver uma época em que esses trens eram símbolos máximos de modernidade. O barulho do motor, com suas caldeiras, é uma divertida experiência. Para os mais aventureiros aconselhamos caminhadas por antigos caminhos calçados com pedras por escravos. Uma subida até a Serra de São José também é uma ótima pedida. Para mais detalhes consultar Lista de Atrações.



Rua da Câmara.


Vista da Serra de São José.


Chafariz São José de Botas.


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