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Matéria - Diamantina

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Beleza Diamantina

Texto e Fotos (exceto as creditadas): Marcelo JB Resende. Reprodução proibida.



Diamantina revela muitas surpresas para o visitante. Tanto o centro histórico quanto os arredores da cidade reservam momentos de descoberta, tranquilidade e contato direto com a natureza.




Falar em Diamantina é falar da pedra preciosa, da qual germinou uma sociedade pujante. Homens, história e natureza. Esta combinação perfeita traduz-se em alternativas para o visitante.

 

O passeio começa pelo centro histórico da cidade, pelos becos que constróem um lúdico labirinto. Quem está dentro quer se perder nos detalhes. Não perca oportunidade de presenciar uma seresta, à noite, e reviver o mais autêntico "espírito diamantino". Entre nas lojas, conheça o artesanato, com seus tapetes arraiolo. Visite o casario, as igrejas, desapressadamente... O coração diamantinense pulsa mais forte na rua da Quitanda e no Beco do Mota.



Cachoeira dos Cristais.

Do cruzeiro, no morro de Santo Antônio, é possível ter uma panorâmica da cidade. Em meio à imponência desoladora da natureza, Diamantina desponta como uma jóia. Próximo ao mirante está o Caminho dos Escravos, construído a duras penas pelos negros, para dar acesso às lavras do distrito de Mendanha. Pesados blocos de pedra, cuja argamassa dá a impressão de ter sido o suor e o sangue de quem o construiu.

 

Os distritos de São Gonçalo do Rio das Pedras e Milho Verde chamam a atenção. Pertencem ao Serro (cidade vizinha), mas compõem inevitavelmente a história e as belezas naturais da região de Diamantina. Há também os distritos diamantinenses de Curralinho, Conselheiro Mata (um paraíso), Extração e Mendanha. Um povo humilde, um jeito peculiar de levar a vida, um passado de glória. Minas encontra um pouso merecido nestes pequenos povoados. Muitas trilhas serpenteiam a serra, exigindo disposição e tempo dos visitantes, como a subida ao Pico do Itambé.

 

Na estrada para os povoados de Extração e do Vau, está a gruta do Salitre. Com certeza é um passeio imperdível. É como estar numa catedral gótica majestosamente arquitetada pela natureza. Uma beleza sem par, única. Existe uma entrada estreita, protegida por altas colunas de pedra, com cerca de 60 metros. Levam ao interior, onde uma belo vão circular reside decorado por um jardim. Lá dentro está a entrada da gruta propriamente dita, a qual recomenda-se visitar apenas com a presença de um guia experiente. Neste paraíso se escondiam os negros fugidos das lavras, às vezes com uns poucos diamantes roubados e um sonho de liberdade.


As cachoeiras também despontam como atrativos turísticos. Mais conhecidas são a dos Cristais, a Sentinela e a da Toca. As duas primeiras ficam na estrada que leva ao povoado de Biribiri (biri = buraco, em tupi-guarani). O lugar parece saído dos sonhos de uma criança. Tem igreja (cujo relógio foi doado pela família imperial), pequenas casinhas, escola, represa, usina... tudo limpinho. Remota ao séc. XIX (1876), fruto de uma alternativa industrial ao declínio da extração de diamantes. A vila abrigou cerca de 600 funcionários de um dos mais importantes empreendimentos têxteis no Brasil oitocentista. Quase um século depois a fábrica foi fechada, devido principalmente à desativação do ramal ferroviário de Diamantina. Biribiri é quase uma vila fantasma. A maioria das casas está vazia. Mesmo assim gera motivos de sobra para uma visita. Imperdível.



Gruta do Salitre.


Paisagem da região de Biribiri.


Cachoeira Sentinela.


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