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Matéria - São Gonçalo do Rio Preto

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Às portas do paraíso...

Texto e Foto: Marcelo JB Resende. REPRODUÇÃO PROIBIDA.



Imagine uma cidade, num dos rincões de Minas Gerais, onde o paraíso é seu vizinho... Onde a "praça pública" é uma praia (ou mais precisamente várias delas), cortada por um formoso rio de águas cor de mel, que constrata com areias brancas e finas. Onde o Cerrado nos convida a enamorar-se com ele, cujos galhos retorcidos das árvores mais parecem querer abraçar, acolher, afagar... Assim é São Gonçalo, totalmente "do Rio Preto", um lugar pacato, de gente tranquila e paisagens exuberantes. Mais um destino destes que valem à pena levar na memória e no coração. 




São Gonçalo do Rio Preto de nada seria sem seu rio. Muito além de fornecer água em abundância, o rio Preto e seus afluentes (córregos da Lapa, das Éguas, das Boleiras etc.) fazem da cidade um oásis em meio às paisagens rochosas e aparentemente inóspitas da região. Este reconhecimento teve como ápice a mobilização popular pela proteção das nascentes, o que culminou com a criação do Parque Estadual do Rio Preto, uma das mais belas e ainda desconhecidas unidades de conservação de Minas Gerais. 



Orgulho e hospitalidade logo na chegada.

Logo na entrada da cidade um singelo mosaico de azulejos dá as boas-vindas ao turista e escancara o orgulho que o rio-pretano nutre por sua terra. O ambiente é tipicamente do interior, onde a vida rola pacata e sem sobressaltos. A igreja matriz de São Gonçalo (padroeiro da cidade) é uma construção recente (década de 1960), que domina resoluta o pequeno centro urbano. Já a singela capelinha do Senhor Bom Jesus (séc. XVIII) marca a história do antigo distrito, antes pertencente à Diamantina.


Um rápido passeio e já é possível conhecer todo o núcleo urbano de São Gonçalo, dominado por uma rua de nome poético: Saudade. Nada mais sugestivo. Na sede do município também se dá o primeiro contato com o rio Preto, na bucólica praia do Lapeiro. Se as cidades mineiras se destacam pela praça central com a matriz, São Gonçalo do Rio Preto faz diferente. Sua praça é o Lapeiro, sua matriz é o rio Preto e seus anjos são as árvores retorcidas que parecem em prece perene, como a abençoar todos que chegam. A música sacra é a da natureza, com o ronco tranquilo da correnteza e o canto dos passarinhos. Todos se encontram no Lapeiro para nadar, dançar, tomar uma cerveja gelada, jogar bola, correr... O que dizer? Simples: quem mora neste paraíso é um privilegiado.

 

Contudo, a principal atração turística, incontestável, é o Parque Estadual do Rio Preto (PERP), que ocupa 41% do município. São corredeiras, cachoeiras, mirantes, praias, remansos, pequenos cânions, lapas com pinturas rupestres, piscinas naturais, além de fauna e flora primorosas. O PERP consome, para quem deseja conhecê-lo com tranquilidade, pelo menos quatro dias de deliciosas descobertas. É daqueles lugares onde o turista se sente isolado, esquecido do mundo, espreitado apenas pela natureza.



Praia do Lapeiro.


Cachoeira Sempre-viva, no parque estadual.


Matriz de São Gonçalo, no centro.


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